Um amor aos trinta, é um amor consciente de tempo e da falta dele, da paciência e da falta dela, principalmente quando a questão é maturidade. Não estamos aqui para joguinhos, se é para ser, será, se não, será mais uma experiência a contar como degrau, sempre uso esses termos em meus textos por um motivo lógico; presumo que estamos aqui para uma constante evolução, a chegada de um amor aos trinta é a certeza de algo concreto que se apalpa, que é cerne.
Chegar aos trinta sem saber ligar com seus medos, monstros e defeitos, sem se conhecer, é complicado, mas quando sabemos quem realmente somos, agimos não como um adolescente que fantasia mais que vive. Não fantasiamos, e como fazemos? vivemos, são questões que nem todos compreendem, é sobre saber quem realmente vc é e sobre seus objetivos e missão. Quando falamos; eu amo vc, queremos dizer; estou aqui para te ajudar, compreender, e cuidar de vc, vai além da quimica e da física, é uma questão de alma.
domingo, 22 de outubro de 2017
Um amor aos trinta
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Em um minuto
Em um minuto penso, penso diversas coisas, a minha mente não para. Perdi alguém próximo não tem um mês e sinto que estou perdendo outra pessoa. Chego a perder o chão, já senti isso e não é bom, mas uma coisa eu sei; passa, tudo passa.
Já se foram alguns segundos, e volto os pensamentos para a minha vida, realizações, planos, penso... não levamos nada. Só deixamos uma história. Deixar o que? Coisas boas, evoluir, esse é seu lema, transcender, ser melhor a cada dia e vencer, ganhar mesmo perdendo.
Meu minuto está acabando, e percebo que não somos nada. Vc não é nada, então, pq querer ser melhor que os outros? vc não vai levar NADA.
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
Minhas raízes, meu sangue negro.
É sobre ser Nordeste, é sobre ter genótipo e fenótipo de um povo que veio para essa terra destituídos de vontade própria. Sou sangue dos guerreiros de Gonçalves Dias, meus cabelos dão nós no embaralhado dos cachos, o narís é de panela [isso foi minha mãe quem falou, rsrs], traços de um povo que sofreu horrores, que era visto como mercadoria e não como humanos.
Os negros vieram para cá nos navios portugueses, "isso todo mundo sabe" mas ouvi de estudiosos, não veio de mim, que eles viajavam como vinhos são postos em adegas, amarrados, nos fundos do porão, faziam suas necessidades um em cima do outro, e vez em quando iam para a parte de cima do navio para tomarem banho com água do mar, os que sobreviviam eram levados para as feiras para comercialização. Estudem, imaginem o sofrimento, sabe de uma coisa que eu aprendi com essa trajetória dos negros para o Brasil? que eles são guerreiros de mais, é o povo mais forte dentre nós, superaram toda essa humilhação, escravidão, e hoje superam pessoas ignorantes e doentes de preconceito. SOU NEGRA SIM, A COR DA PELE NÃO DETERMINA RAÇA.
E para completar, quem não é mistura, quem não é Brasil, deveria sim ser separado desse país.
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
Na fila.....observando comportamentos
Estava eu ali em uma fila.... e observo os comportamentos das pessoas. Pricipalmente quando é um adulto com uma criança, creio que seja pelo fato do meu estudo direcionado à pedagogia do comportamento. Percebo que os adultos não têm paciência nenhuma com suas respectivas crianças, reclamam constantemente dos pedidos insistentes dos pequenos, mas sempre cedem aos desejos e caprichos dos pimpolhos, têm atitudes e palavras para impressionar as pessoas à volta, mas não têm discernimento nenhum quando o assunto é: vc é espelho para seu filho. Ouvi à pouco uma mãe reclamar que [ops, é véspera do dia das crianças tá!!] o menino queria comprar os carrinhos da loja toda, e que já era a segunda vez que ele estava comprando carrinhos naquela véspera de dia das crianças, aí eu pensei: ele comprou??? ele tinha dois anos de idade e já tinha essa autonomia de ir e vir, manusear dinheiro e comprar? poxa!!
Não pais, não. Ouvi: vamos comprar um chocolate, quer chocolate? mas do bom, não o de pobre. Jesus dá me uma luz, acaba logo com tudo, depois mãe, não reclama se tua filha te pedir a roupa de rico, e o brinquedo mais caro, e ainda crescer com preconceito herdado. Santo Deus, eu quase infartei só com esses dois episódios.
sábado, 7 de outubro de 2017
UM POUQUINHO DA MINHA HISTÓRIA
Posso me perguntar sobre isso várias e várias vezes, sei, vc não está entendendo, nem eu entendo como pode isso acontecer, tinha 20 anos quando conheci o inferno; a realidade da vida, foi complicado para me sair do meu mundinho de menina e descobrir o mais sujo dos mundos. O mundo das drogas!
Não, eu não usei, eu vi pessoas se destruindo na minha frente, eu convive alguns dias com mulheres e suas diversas histórias de vida, a que mais me chocou foi uma bela moça abusada por cinco homens nas ruas de Salvador, por ter saído de casa por causa de outro abuso, eu joguei cartas com um assassino.
Lutei, porem perdi! Perdi para as drogas, mas de uma forma contraditória eu venci, venci para a minha vida, minhas conquistas e realizações, não me canso de falar que eu sou quem eu sou, essa mulher que me tornei por ter passado pelo INFERNO QUE PASSEI. Não desejo ao meu pior inimigo, não desejo a ninguém. Eu sei o que vive, não gosto das lembranças que ora povoam minha mente, gosto de olhar para elas como degraus, pois olho para atrás e vejo as muitas barreiras que venci.
Isso tudo para te dizer que todos nós podemos vencer, e que desistir, ah eu pensei em desistir! Em sumir, em me matar, mas o proposito futuro era de encontrar conforto nos braços de alguém que hoje temo por tanto amor que sinto, mas isso é assunto para o próximo texto. xero.